Presidente do PMDB nega cobrança por mais ministérios no governo.

21/01/2014 10:18

O presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), negou nesta quarta-feira (15), após iniciar discussões sobre a reforma ministerial com o vice-presidente da República, Michel Temer, que o partido esteja cobrando mais espaço dentro do governo. Raupp afirmou que a bandeira dos peemedebistas é pela diminuição do número de ministérios.

Antes do início da reunião, o parlamentar afirmou que o partido "não está colocando uma faca no pescoço da presidente", mas que "não vê problemas" na possibilidade de a sigla ganhar o comando de mais uma pasta. Atualmente, o PMDB comanda cinco ministérios: Minas e Energia (Edison Lobão), Previdência (Garibaldi Alves), Turismo (Gastão Vieira), Agricultura (Antônio Andrade) e Secretaria de Aviação Civil (Moreira Franco).

Nós não podemos nesse momento ficar brigando por mais cargos ministérios. Queremos a governabilidade"
Valdir Raupp,
presidente interino do PMDB

"O partido não cobra mais espaço. O partido cobra a redução do número de ministérios, isso está publico. O PMDB aprovou resolução na última convenção nacional propondo para a presidente a redução no número de ministérios. Nós não podemos nesse momento ficar brigando por mais cargos ministérios. Queremos a governabilidade", declarou Raupp numa segunda conversa com jornalistas na noite desta quarta.

De acordo com Raupp, em reunião com o Michel Temer nesta tarde, Dilma teria dito que ainda não há definição sobre a nova distribuição de cargos nos ministérios, que deverá ser decidia somente no final deste mês.

"Ela [Dilma] fez questão de dizer para o Temer que foram reuniões preliminares. E tudo isso vai ser decidido na volta da viagem dela [a Davos, na Suíça], dessa viagem que ela irá fazer no dia 22", disse Raupp.

Dilma deve iniciar as trocas na Esplanada a partir do fim de janeiro. A reunião de cúpula do PMDB, no Palácio do Jaburu, em Brasília, residência oficial da vice-presidência, ocorre após uma reunião entre Temer e Dilma mais cedo para discutir o assunto.

Desde o ano passado, quando o PSB entregou seus cargos no governo, lideranças do PMDB tem manifestado desejo de comandar o Ministério da Intgração Nacional, ampliando seu espaço na Esplanada. é aumentar a participação no governo.

Mais cedo, ao chegar para o encontro, Raupp disse o PMDB ainda acredita na possibilidade de ficar com a Integração. O nome do partido para a pasta é o senador Vital do Rêgo (PB).

Participaram da reunião também o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e os senadores Eunício Oliveira (CE), Vital do Rêgo (PB) e Eduardo Braga (AM). Também chegaram ao Palácio do Jaburu o ministro do Turismo, Gastão Vieira, e o senador Romero Jucá (RR).


Ele afirmou acreditar que sejam firmadas alianças mesmo em estados onde ainda há divergências entre PMDB e PT, como Ceará e Rio de Janeiro.

Alianças regionais
Além de discutir a demanda por novos cargos, os peemedebistas deverão tratar com Temer das alianças estaduais da sigla com o PT para as eleições deste ano. De acordo com Raupp, após discutir o posicionamento apresentado sobre Dilma sobre a reforma ministerial, o partido focou a reunião com Temer nas candidaturas nos estados.

"Em estados onde não tem aliança fechada hoje, ainda pode mudar. Inclusive o Rio de Janeiro. Nós acreditamos ainda, tendo em vista que o Lindbergh [Farias] ainda não decolou nas pesquisas de intenção de voto. Por que não voltar a aliança original PMDB e PT no Rio de Janeiro? É possível", declarou.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) deverá ser o candidato do PT a governador no estado. O partido mantém a intenção de lança-lo candidato apesar de o PMDB lançar a candidatura para o cargo do atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão.

 

 

 

Jornal Folha do Rio.