Município move Ação Civil Pública contra Petrobras.

10/06/2013 16:58

 

 

 

 

BARRA MANSA

Foi apresentando na manhã de hoje, pelo prefeito Jonas Marins (PCdoB), a ação civil que a procuradoria geral do município está movendo contra a Petrobras Transporte S.A – Transpetro, por conta do vazamento de mais de 49 mil litros de óleo diesel, que aconteceu no mês de maio, em São José do Barreiro em São Paulo, que atingiu um afluente do Rio Paraíba do Sul, causando diversos danos. Além de Jonas, apresentaram o relatório da ação, o procurador geral do município, Ronaldo de Freita Ramos e Adilson Cruz, Coordenador de Água e Esgoto do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

Segundo dados divulgados pela prefeitura, a aproximação das manchas de óleo fez com que a coleta de água em duas captações fossem interrompidas (nos dias 07, 08 e 11 de maio), a principal na Rua Ary Thomé, no Centro e a outra localizada no distrito de Floriano. As duas são responsáveis pelo abastecimento de 150 mil habitantes, cerca de 80% da população. Além disso, o Saae deixou de produzir 60 mil m³ de água. A ação foi movida na semana que é comemorada o Dia do Meio Ambiente.

O prefeito explicou que essa ação foi a maneira que ele encontrou de materializar a revolta sobre o acontecido. “Por conta das grandes manchas de óleo que atingiram o nosso Rio Paraíba do Sul, além do grande dano ambiental, muitas pessoas sofreram com isso, como escolas que tiveram que fechar, postos de saúde que ficaram fechados e muitas outras coisas”, afirmou Jonas, que expressou seu descontentamento com o descaso que a empresa teve com a prefeitura. “Nenhum momento a empresa entrou em contato com a prefeitura, a defesa Civil do estado que fez o contato com a gente. Se não fosse a ação do Saae em perceber o que precisaríamos, não teríamos informações nenhuma sobre esse desastre ambiental. Foi um descaso eles não fornecerem nenhuma informação nem contato”, declarou o prefeito.

O procurador geral afirma que a ação movida é para que nenhuma outra tragédia dessa aconteça. “Esse ocorrido mostrou a vulnerabilidade que um pequeno problema pode causar, dando todo esse prejuízo, tanto para fauna e flora, quanto para a população”, declarou Ronaldo de Freitas.

Para Jonas, todos os meios amigáveis foram esgotados para chegar a esse ponto. “A questão não é dinheiro, é a banalização dessa tragédia. Nós vemos pela impressa diversas tragédias dessas que vem acontecendo várias vezes pelo mar, agora foi a vez do Rio Paraíba do Sul. Barra Mansa foi a primeira cidade a tomar essa providência. Muitos tem a cultura de crescer dando as costas para o rio, jogando tudo de ruim nele. Não pode ser assim, temos que reverter essa situação, temos que crescer de frente para ele, protegendo esse nosso bem tão precioso”, criticou Jonas Marins, que completou falando que a indenização será revertida para o Fundo Municipal de Conservação Ambiental (Funcam).

Segundo o procurador geral, o próximo passo agora é com a justiça. “A justiça vai intimar as partes”, finalizou Ronaldo.

 

Jornal Folha do Rio.