MUDANÇA NO PHS NACIONAL FORTALECE RIO DE JANEIRO

05/02/2018 10:56

 

 

O espetacular desfecho da guerra interna vivida pela Direção Nacional do  Partido Humanista da Solidariedade (PHS) não deve alterar a composição do partido no Rio de Janeiro e ainda alçaram políticos do Rio ao cenário interno nacional da legenda. Essa é a conclusão de analistas e membros do próprio partido.
 
Semana passada o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, acatou a decisão do partido e mandou anotar a chapa encabeçada pelo deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG) como novo presidente nacional da sigla. O paulistano Laercio Benko, passa a ocupar a Primeiro Vice Presidência.
 
A briga no PHS começou a meses e teve momentos épicos, com guerra de liminares e quatro afastamentos judicias do presidente investigado Eduardo Machado (PHS-GO), acusado pelos próprios correligionários é investigado pela Polícia Federal, Ministério Público e TSE por malversação de recursos públicos, improbidade administrativa, uso fraudulento da máquina partidária para fins pessoais, entre outras coisas.
 
A costura do acordo passou pelas mãos do fluminense Osmar Bria (PHS-RJ) que desde abril do ano passado viaja a Brasília semanalmente.
 
 
Bria se disse aliviado com o acordo: 
 
“Tínhamos de um lado a grande maioria do partido, entre os quais destaco os companheiro Luiz França (DF), Belarmino Sousa (PE), Cláudio Maciel (MG) e Cristian Viana (DF), entre tantos outros, que formavam a quase totalidade do Diretório Nacional e num primeiro momento se rebelaram contra a tirania de Eduardo Machado. Não se faz partido com aquele tipo de comportamento egoísta e centralizador”. Desabafa Bria, Secretário Nacional de Formação Política.
 
Com a formação da coalisão nacional, o tesoureiro nacional Murilo Oliveira e o secretário Felipe Cortez se uniram sob a liderança do deputado Marcelo Aro, ungido presidente nacional com a árdua tarefa de reconstruir o partido em pouco tempo para enfrentar a famigerada Cláusula de Barreiras, verdadeira obsessão dos partido menores.
 
Outro personagem que acompanhou de perto a solução do conflito foi o Vereador carioca Marcelo Piui (PHS-RJ), que como membro histórico do partido também se sentiu prejudicado por Eduardo Machado:
 
 
 
 
“Não tenho nenhuma dúvida em responsabilizar Eduardo por tudo de ruim que está acontecendo com a imagem do PHS, a sede de poder dele é tão grande que ele não enxerga que não dá mais, ninguém o queria”.
 
Com a eleição de Aro e Benko, o partido se encaminha para tempos de paz. No Rio de Janeiro, o comando deve permanecer nas mãos do ex-prefeito Sandro Matos, que não tomou partido durante a briga, e tem boa interlocução  com a Nacional.
 
Os ajustes serão realizados em reuniões na Capital Federal logo após o Carnaval e serão articulados por Bria, que é Secretário Nacional do PHS.
 
Tanto Osmar Bria como Marcelo Piuí estão nos quadros Nacionais do Partido.
 
 
 
 
 
 
 
Jornal Folha do Rio