Mercadante convoca entrevista para responder a críticas do PSDB.

16/06/2014 11:17
 
 
 
 
O ministro Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto (Foto: Filipe Matoso / G1)O ministro Aloizio Mercadante durante entrevista no
Palácio do Planalto.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, convocou neste domingo (15) entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na qual respondeu a críticas dirigidas ao governo federal na convenção nacional do PSDB neste sábado (14) em São Paulo.

Durante a convenção da legenda, que oficializou o senador Aécio Neves (MG) como candidato à Presidência da República, o candidato afirmou que o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) “transformou” a realidade brasileira com o Plano Real e que um "tsunami vai varrer [o PT] do governo federal".

Mercadante afirmou que a oposição está há 11 anos e meio (período dos governos petistas) sem apresentar propostas ao país. Segundo ele, o "tsunami" enfrentado pelo Brasil ocorreu “em governos passados”.

 

Mercadante falou sobre assuntos como inflação, geração de empregos, construção de moradias e ascensão social nos últimos anos. Em todos os temas, o ministro comparou os oitos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com os 12 anos de governos do PT.“Foi uma candidatura [a de Aécio Neves] cuja metade do discurso foi uma defesa do governo tucano do passado e outra metade um ataque ao governo. E, como membro do governo, eu faço questão, como ministro-chefe da Casa Civil, de não só defender o governo, mas aprofundar as comparações”, afirmou.

Ele não informou se deu a resposta às declarações de Aécio Neves a pedido da presidente Dilma Rousseff. No entanto, para o ministro, é preciso que os ministros se manifestem para defender o governo quando a oposição fizer ataques. “Tenho certeza que a presidenta irá apoiar essa iniciativa”, disse.

Ao ser indagado por jornalistas sobre o motivo pelo qual decidiu conceder entrevista à imprensa para falar sobre o assunto, Mercadante disse que o papel dele não é rebater declarações de candidatos, mas defender o governo.

Para o ministro, é preciso que o governo adote medidas de divulgação das políticas públicas para que a população possa fazer comparações antes de votar.


Mercadante afirmou que outros ministros também devem sair em defesa quando do governo quando suas pastas forem alvo de críticas da oposição. Segundo o ministro, é preciso que os chefes das pastas as defendam "com convicção".

“Vocês não me viram nenhuma vez discutir uma frase de candidato ou de outro partido. Esse não é meu papel. Meu papel é fazer a análise qualitativa do que é este governo e como foi proposto”, argumentou o chefe da Casa Civil.

"Nosso papel como ministros é defender nosso governo na hora em que acharmos necessário. Se outro candidato ou em outra situação for preciso fazer análise, nós o faremos", declarou.

Ausência de Dilma em convenção
Questionado sobre os motivos da ausência da presidente Dilma Rousseff na convenção estadual do PT-SP deste domingo, que oficializou o ex-ministro Alexandre Padilha como candidato ao governo de São Paulo, Mercadante disse que Dilma está gripada e não conseguiu viajar para a capital paulista – ela participaria também de inauguração do Museu Pelé, em Santos. O ministro afirmou a jornalistas que, apesar da ausência, a presidente Dilma gravou vídeo para ser exibido durante a convenção do PT-SP.

Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, a presidente não viajou para o estado de São Paulo em razão do jantar que terá esta noite com a chanceler alemã Angela Merkel, no Palácio da Alvorada.

 

 

 

 

 

 

 

Jornal Folha do Rio.