Dilma se reuniu com Renan Calheiros e Cardozo nesta sexta-feira.

05/07/2013 14:00

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff começou a manhã desta sexta-feira em reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan chegou antes da presidente, que o recebeu às 8h45, e saiu às 9h40 sem falar com a imprensa. Ele entrou e saiu pela garagem privativa de autoridades no Palácio do Planalto. Um dos possíveis assuntos da conversa foi o plebiscito, cuja proposta a presidente enviou ao Congresso na última terça-feira.

 

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) também esteve com Dilma logo pela manhã de hoje. Cardozo chegou para o encontro logo depois de Renan. Logo após o término da reunião com Cardozo, teve início a reunião da bancada do PT. Iniciada por volta das 11h20, participam a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP); o líder do PT, José Guimarães (CE); o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Décio Lima (PT-SC); o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Nelson Pellegrino (PT-BA) e o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, Dr. Rosinha (PT-PR), além de outros deputados do PT. Um dos convidados a participar do encontro é o deputado Henrique Fontana, relator do último projeto de reforma política que tramitou na Câmara. Ele também é vice-líder do governo.

 

O conjunto de ações anunciadas pelo governo em resposta às manifestações nas ruas levou a presidente a aumentar seu diálogo com movimentos sociais, após ter sido criticada que seu governo havia se afastado desses setores. À tarde, às 15h, ela recebe representantes de movimentos do campo. Na reunião de movimentos do campo, o Palácio do Planalto divulgou que participará o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-geral da Presidência da República, e representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Movimento Camponês Popular (MCP); Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG); Articulação Nacional de Agroecologia (ANA); Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (FERAESP); Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (FETRAF); Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA); Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA); Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Movimento Mulheres Camponesas (MMC) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

 

Além disso, a sugestão da realização de plebiscito para fazer uma reforma política e quando ele deve valer motivou explicações de integrantes do governo. Depois de anunciar que não há tempo hábil para realizar um plebiscito sobre a reforma política ainda este ano, o vice-presidente, Michel Temer, divulgou ontem nota de esclarecimento afirmando que o governo mantém o compromisso anunciado por Dilma de realizar uma reforma política que amplie a representatividade das instituições por meio de uma consulta popular. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que o governo tenha recuado sobre a realização do plebiscito. Em nota, Temer disse que o ideal seria que as mudanças já valessem para as eleições do próximo ano.

 

"Reafirmo o compromisso deste governo, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em reunião com todos os governadores e prefeitos de capital, com uma reforma política que amplie a representatividade das instituições através de consulta popular. Na reunião de hoje, foi unânime entre as lideranças dos partidos políticos o apoio a esta tese."

 

Ele ponderou que há dificuldades para que isso aconteça, e que a conclusão de que não é possível fazer uma consulta popular ainda em 2013 foi atingida por alguns dos líderes governistas que se reuniram em sua residência oficial na manhã desta quinta.



Jornal Folha do Rio.