A MELHOR FICOU POR ÚLTIMO, PORQUE O NANICO NÃO VIROU GIGANTE?

24/08/2015 15:26

 

    O ano de 2013 chega ao fim, com ele algumas esperanças, em compensação alguns sonhos se renovam.

 

    Em sua grande maioria os políticos continuam a desrespeitar o povo que o elege, incrível como cresce a ironia e a hipocrisia em nosso país. Em minha experiência profissional nos últimos anos pude conviver com o que existe de pior no meio, nem descreveria para vocês tudo o que vi ou ouvi, é um achincalhe, uma verdadeira esculhambação como as coisas são decididas no meio político, a última coisa que é levada em consideração é o bem comum. Basta olhar os quadros e atestar rapidamente como é difícil reconhecer capital intelectual, seja nos próprios mandatários ou no primeiro escalão de executivo ou legislativo. Uma pena que as coisas sejam desta forma.

 

    Claro que é fundamental separar o certo do errado, e tentar estar sempre do lado do bem, acho que o bem comum é o tal sonho que procuro renovar todos os dias quando acordo e que o fato de conhecer o cheiro dos maus feitos, como gosta nossa presidenta de chamar as trapaças de seus subalternos, facilita bastante este radar natural.

 

    Afastei-me da gestão partidária direta e me tornei um estudioso deste tema, estive bem perto do projeto político de vários partidos, grandes  e pequenos, pelo fato de ter construído uma relação de credibilidade dentro do meio, a todo o momento sou chamado a consultar algum agente político e assim tenho acesso ao que esta sendo executado no estado. Bem devem ter percebido que usei a palavra PROJETO, não é verdade, os partidos não tem projeto, não é montado um projeto estratégico, passando ao tático e culminando no operacional, incrível perceber como as coisas acontecem ao acaso e como as pressões do poder pelo poder continuam acima até do óbvio, aliás, tenho desenvolvido a TEORIA DO ÓBVIO, como fator fundamental para o sucesso, mas isso é tema para outro dia, ou então, contrate nossa palestra de treinamento de líderes e você entenderá melhor,” como fazer o óbvio encurta o caminho para o sucesso”, voltando ao foco, passei a fazer uma pesquisa de como a CLAUSULA DE BARREIRA, afetaria os partidos no Estado do Rio, traçando um paralelo imaginário  para o restante do Brasil, para assim, perceber o alcance , na minha opinião do principal tema da reforma partidária tão falada e que deve valer para 2018.

 

    A proposta inicial diz que em 2018 os partidos teriam que atingir a marca de 3%, dos votos para Deputado Federal, em 2022, seriam 4% e em 2026 seriam 5%, aproveitei estes números para viajar numa análise atualizada e tendo os votos de 2012 para vereadores  como balizamento de análises, tirei a Capital que não serve bem de base, pois conta com candidatos únicos que fazem muitos votos e de certa forma mascaram o trabalho de grupo que vejo será o foco dos partidos que realmente quiserem se manter com seu registro vigente, peguei a região da Baixada Fluminense que conta com 13 municípios e nos dá uma massa crítica bem interessante para análise, senão vejamos:

 

VOTOS VÁLIDOS PARA VEREADOR-  1.789.232  VOTOS,

 

    Partidos que obtiveram pelo menos 3% dos votos, total de 10, pela ordem, PMDB, PDT, PT, PSB, PHS, PR, PP, PSDB, PSD, PRB, notem que apenas um partido chamado “nanico”, se manteria com registro.

 

    Vamos ver então o que aconteceria se fossem exigidos 4%, o total exigido seria então de 71 mil votos, o que tiraria o registro do PRB, vejam, o partido do líder das pesquisas para Governador, o Ministro Crivella, ficaria impossibilitado de participar da disputa.

 

    Falta para satisfazer a curiosidade de todos vermos como ficaria o quadro com a exigência final de 5%, neste caso, algo em torno de 89 mil votos, ficariam de fora com seu registro cassado, PSD, PSDB e PP, bem ficariam sem legenda KASSAB, AÉCIO E FINALMENETE  DORNELLES, enfim sobrariam  6 PARTIDOS apenas no nosso País, nesse cenário com números reais, fonte TSE, pesquisa feita pela equipe da NETWORK CONSULTORIA POLÍTICA E MARKETING ESTRATÉGICO, fica muito interessante para tecermos algumas análises que considero muito pertinentes.

 

    Primeiramente, vejam, apenas seis, 5 gigantes e um nanico. Bem então este nanico passaria a gigante, sem dúvida, eram 30 na disputa o que divide bastante, logo se fossem menos a divisão seria menor, talvez sobrassem uns 8 ou 9,acho que seria uma boa resposta ao que as manifestações pediram, uma separação natural de ideias, e principalmente privilegiaria a organização, palavra chave, para qualquer processo construtivo, lembram lá do início quando falei de projeto , era isso que queria atingir será necessário projeto político para os partidos que quiserem se estabelecer.

 

    Observem que não falamos de PC do B, ou PPS, partidos com mais de 10 Deputados Federais, entendam a extensão dos problemas dos dirigentes partidários, sou capaz de afirmar que a grande maioria nem parou pra pensar nisto.

 

    Importante entender a mudança de enfoque já para 2014, o que vai mandar é o quantitativo de votos e não de mandatários, muito diferente do que é hoje, quando o jogo do poder desencadeia o que nós vimos na criação dos novos partidos, uma migração de mandatários, não de pré-candidatos com poder de voto. Simples o SSD com 21 deputados com certeza estaria sem registros, pois estes não conseguiriam sozinhos os 5% necessários para a manutenção do registro, vejam que delícia, vai ficar muito legal este jogo, significa que quem sair na frente e preparar um projeto de grupo que privilegie UNIÃO e CREDIBILIDADE sairá na frente para 2018, você deve estar pensando, será a morte dos nanicos e o privilégio dos poderosos? Não, será com certeza a morte dos medíocres e é claro um grande desafio para todos, com  a certeza de que o poder do dinheiro será um diferencial bastante perigoso.

 

    Para finalizar vamos apoiar nossa tese no PHS de 2012, o quinto mais votado, um nanico, posso falar com tranquilidade pois era o presidente na época (me afastei em dezembro de 2012, cordialmente, apenas por incompatibilidade de ideias), tínhamos pouca estrutura, não tínhamos puxadores de votos, mas trabalhamos com muito treinamento motivacional, apoiados em credibilidade que nos era passada na época pela Nacional, conseguimos lançar muitos candidatos motivados e colaborativos entre si, amparados por um projeto político claro de longo alcance, resultado, a produção de um resultado histórico a nível nacional, como já relatamos acima e comprovados por números e que serve como alternativa para todos os dirigentes que realmente acreditem no bem comum e na construção de um Brasil melhor, sim é possível você conseguirá!

 

    Depois de tudo isso ficou uma curiosidade que tenho certeza você compartilha comigo e já adianto que nem eu tenho a resposta, POR QUE O NANICO NÃO VIROU GIGANTE NO RIO DE JANEIRO?

 

Osmar Bria é Colunista do Jornal Folha do Rio;

Cientista Político;

Consultor Político da Network Consultoria e Marketing Estratégico.