A força de duas palavras.

21/01/2016 12:08

Como construir um projeto político partidário?

 

    Esta resposta está sendo procurada neste instante por quase a totalidade dos partidos políticos, ou seja, trinta, ainda por outros tantos em formação que almejam concorrer as eleições de 2014.

    Tenho acompanhado os acontecimentos dos partidos bem de perto, observo que a grande parte dos grandes, ainda busca uma união interna, esta palavrinha é uma das chaves da resposta à pergunta formulada acima.

    Entre os médios, a busca da união continua, porém sem muitas estruturas dentro da máquina, e precisando montar o quebra cabeça da matemática eleitoral, convivendo ainda com o fantasma do surgimento de novas siglas ainda a tempo de concorrer as eleições, a tarefa  torna-se mais difícil. Parece-me nestes casos, que o tempo e um projeto sólido, fácil de ser vendido aos candidatos é fundamental, sendo assim a pergunta acima se torna mais importante. Em alguns casos a dificuldade aumenta, pois em 2010, alguns fenômenos de mídia inundaram de votos algumas legendas. Como sobreviver a migração de um candidato para um novo partido levando até 500.000 votos consigo, como foi o caso de Wagner Montes, por exemplo?

    Entre os nanicos e os recém-nascidos, como o PPL e o PEN, tudo é uma grande incógnita, pois nestes casos outra palavrinha mágica é fundamental, credibilidade. E isto não se constrói da noite para o dia, tornando normalmente estes projetos em projetos de um só, ou muitas vezes de projeto dos outros. Vale resaltar que no meio político, capital intelectual para formatar um projeto vitorioso, não só é difícil como também é muito caro, além disso, esbarra nas vaidades muitas vezes maiores que os ideais a serem atingidos. Como podemos ver a tal matemática eleitoral não é uma ciência exata.

    Bem, vou me atrever a deixar aqui algumas dicas retiradas de estudos e experiências pessoais.

    Nada a dizer aos grandes partidos com votações consolidadas ao longo dos anos e militância construída em cima de ideologias, mas principalmente das estruturas de poder que bem sabemos abrigam de maneira bem corporativista um sem número de pessoas.

    Aos médios sugiro chapas fechadas, assim podem postergar ao máximo as alianças de majoritário, que devem ser analisadas caso a caso, para o bom andamento dos ideais partidários.  No caso dos que viveram dos fenômenos eleitorais nas eleições passadas e sofreram perdas, é preciso buscar dentro de suas linhas, alguém que consiga conjugar bem as duas palavrinhas mágicas, UNIÃO e CREDIBILIDADE, assim o partido optará por um salto de qualidade, ambicioso, porém necessário, para se tornar grande ou no mínimo se consolidar como médio.

    Finalizando vai aí um conselho aos nanicos e recém-nascidos, mirem-se nas duas palavras mágicas, não montem projetos de um só, não vivam a sombra dos maiores, olhem ao redor, conversem muito, reúnam-se, identifiquem quadros partidários, procurem conter as vaidades, respeitem-se, procurem montar um projeto homogêneo com muita transpiração, mas nunca se esqueçam, UNIÃO e CREDIBILIDADE, é assim que se constrói um projeto partidário vitorioso.

 

Osmar Bria